quinta-feira, 15 de novembro de 2007

LEGALIZAR OU NÃO O ABORTO?




Nos próximos meses o Brasil terá que enfrentar um dos seus maiores tabus: A legalização ou não do aborto. O tema é muito amplo e envolve muitas discussões e contradições.
A escolha por um “sim” ou um “não” é difícil devido ao fato de que as duas opções possuem lados positivos e negativos. A escolha por um “sim” estaria defendendo uma redução na violência, uma vez que muitas mulheres teriam menos filhos indesejados. Isso acabaria diminuindo o índice de crianças abandonadas nas ruas. Os adeptos do “sim” ainda afirmam que o aborto é uma questão de saúde pública. O procedimento realizado clandestinamente aumenta risco de mortes entre as gestantes , pois várias mulheres têm que procurar hospitais públicos para serem atendidas com hemorragia devido ao mau procedimento. Este processo acaba sobrecarregando o Sistema Único de Saúde (SUS)
A opção por um “não” estaria argumentando que o aborto causa danos psicológicos nas mulheres, pois interrompe hormônios da gravidez. Isso gera um desequilíbrio no organismo, podendo até mesmo torná-las estéreis. Segundo a psicóloga do Instituto de Pesquisa do Hospital das Clínicas em São Paulo, Teresa Cristina Rebelho o aborto causa trauma, pois o que era apenas para interromper uma vida acaba marcando muitas mulheres que passam a ter problemas emocionais e até pensar em suicídio.
Portanto, o Brasil não esta preparado para uma discussão tão complexa. A legalização do aborto não traria efeitos imediatos para a população. Sendo assim, a população deve exigir dos seus governantes mais investimentos em infra-estrutura e educação, para que, as pessoas possam se prevenir mais.

Maikon Guimarães (morador da R.E.G.)
Posted on by Residência do Estudante de Guanambi | 1 comment

1 comentários:

Franco e Val disse...

Maikon

Acredito que você deva repensar a questão de acreditar que filho de pobre ou de pais desestruturados serão "marginais". Acontece que estamos vendo um grande número de filhos de pais de classe média e alta no mundo do crime.