sexta-feira, 20 de março de 2009

Alunos ocupam campi da Uneb




Cerca de dois mil estudantes de quatro campi da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) no interior do estado estão com as aulas paralisadas desde a última segunda-feira quando estudantes de Bom Jesus da Lapa, Caetité, Guanambi e Valença ocuparam as respectivas dependências com um movimento que pretende encontrar soluções para a falta de professores, o parco acervo bibliográfico e problemas de infra-estrutura.


Na quarta feira, representantes dos acadêmicos se reuniram em Caetité onde alinharam os objetivos do movimento denominado Alto Sertão, que, segundo o estudante do 4º semestre de Ciências Biológicas, Jacson Ministro, 22 anos, “só vai liberar os campi ocupados, depois que conseguirmos ser recebidos em audiência com o governador, o secretário estadual de educação, o Ministério Público e o reitor da Uneb”.


De acordo com a estudante Maiara Fernandes, 21 anos, do 4º semestre de Pedagogia, no Campus de Bom Jesus da Lapa “a questão mais crítica está com o curso de Administração, que neste semestre está apenas com dois professores efetivos e algumas turmas podem perder o semestre por isso”, disse preocupada.


Para o acadêmico do 6º semestre de Biologia, Aurélio Barbosa, 21 anos, o movimento só foi deflagrado “porque chegamos em um limite e não podemos mais esperar”. Ele destacou que as reivindicações são antigas “mas as soluções estão demorando muito para acontecer, o que está comprometendo a nossa aprendizagem”.


Além da falta de professores e de livros para pesquisa, ele enfatizou que em Caetité “pela quantidade de alunos, nós precisamos de oito laboratórios, mas só temos um”.


O reitor da Uneb, Lourisvaldo Valentim, reconheceu que os problemas existem e afirmou estar trabalhando para agendar a audiência solicitada pelos estudantes até a próxima semana. Ele disse que há três anos existe um projeto na secretaria de educação para a ampliação no número de professores e que, após análise da secretaria de administração, “a expectativa é que entre cinco a dez dias o projeto seja encaminhado à Assembléia Legislativa para apreciação e aprovação”.Para suprir a necessidade imediata, a reitoria solicitou, segundo Valentim, a contratação emergencial de 200 professores pelo sistema Reda. Sobre o acervo bibliográfico o reitor informou que a universidade está recebendo do orçamento do estado este ano o valor de R$$ 1.400.000 para atualizar as bibliotecas. Já sobre o espaço físico e laboratórios ele ressaltou que em algumas unidades alguns laboratórios estão em construção, mas reconhece que ainda há deficiência neste sentido “que estamos tentando resolver”.


Os manifestantes dizem que só liberam os campi depois que conseguir audiência com o governador, o secretário estadual de Educação, o Ministério Público e o reitor da Uneb.


As unidades de Guanambi, Caetité e Bom Jesus estão ocupadas desde o dia 16. Valença aderiu ao protesto na terça-feira, 17 e promete manter a ocupação. Assembléia nesta sexta-feira decide o futuro do movimento. De acordo com o movimento estudantil já são mais de 2.800 alunos que fazem parte do protesto.
Posted on by Residência do Estudante de Guanambi | 1 comment

1 comentários:

mariana disse...

Acho um absurdo a atual situação em que se encontra a UNEB, e acredito que não é so os campis do interior que passar por problemas, enquanto eles dizem que vão soluciona-los os alunos se prejudicam mais e mais, e sem outra escolha, devem protestar mesmo, imagine o quanto muitos já atrasaram seu curso por incopetência de quem não sabe admistrar o que tem nas mãos, expresso meu apoio na causa. E torço para que possamos ver progresso e não promessas.